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BRASÃO
FAMÍLIA RESENDE

A origem dos
brasões remonta aos tempos em que era imperativo
distinguir os participantes das batalhas e dos torneios,
assim como descrever os serviços por eles prestados
e que eram pintados nos seus escudos. No entanto, é
importante notar que um brasão de armas é
definido não visualmente, mas antes pela sua descrição
escrita, a qual é dada numa linguagem própria
– a linguagem heráldica.
A primeira coisa que é descrita num escudo é
o esmalte, ou seja a cor do campo de fundo; seguem-se a
posição e esmaltes das diferentes figuras
existentes no escudo. Estas cargas são descritas
de cima para baixo, e da direita (dextra) para a esquerda
(sinistra). Na verdade, a dextra (do latim dextra, -æ,
«direita») refere-se ao lado esquerdo do escudo,
e a sinistra (do latim sinistra, -æ, «esquerda»)
ao lado direito, tal como este é visto pelo observador.
A razão porque isto sucede prende-se com o fato de
a descrição se referir ao ponto de vista do
portador do escudo, e não do seu observador.
O primeiro Brasão de armas concedido a um membro
da Família Resende, advém dos longínquos
anos de 1.270, quando o então Rei de Navarra –
Felipe III, concedeu à Affonso Rodrigues de Resende,
um cidadão nascido na “Quinta de Resende”,
sobrinho de Dom Martim Affonso de Bayão, o qual foi
a primeira pessoa a agregar o apelido Resende como sobrenome
de referencia geográfica, que por sua vez, também
era descendente de Egas Moniz – (aio “educador”
do Conde de Portucale, do então futuro 1° Rei
de Portugal - Afonso Henriques), tendo sido outorgado em
reconhecimento pela sua retidão e vassalagem, tal
qual as características de bravura, honestidade e
dedicação ao trabalho do povo daquela região
portuguesa conquistada por Dom Rosendo Hermigiz das mãos
dos Mouros no ano de 1030.
Saliente-se que posteriormente à
isto, muitos outros nobres foram agraciados com a concessão
de outros Brasões de Armas, os quais eram distintos
em forma, cor e conteúdo. Porém, é
de bom alvitre que, segundo a Nobiliarquia de Títulos
Brasileira, os descendentes destes nobres eram impedidos
de herdar os Brasões de Armas concedidos pelo Império,
motivo este que nos faz apegar ao referido brasão
como sendo aquele que distingue o nome Resende como sendo
um sobrenome familiar.
Descrevendo o Brasão original da família Resende,
podemos dizer que o mesmo possui ao centro a cor no esmalte
dourado, a qual representa a riqueza da família,
a cor da borda do escudo no esmalte azul representa a origem
portuguesa, porém, a cruz vermelha ao centro remete
à origem espanhola, devido, àquele tempo (1270),
ainda estavam unidos sob o mesmo governo os território
da Espanha e de Portugal.

Apesar da família Resende possuir uma origem histórica
ligada à realeza, podemos afirmar que este título
não foi concedido tão somente pela vontade
dos imperadores daquela época. Pois, a nobreza da
família Rezende foi conquistada pelas atitudes honrosas
de nossos ancestrais, que nos deixaram como exemplos de
retidão: a humildade, o trabalho honesto e a inabalável
fé em Deus.
Assim sendo, podemos dizer que o brasão de nobreza
dos Resende não foi cunhado em ouro, aço ou
outro material qualquer - o nosso brasão foi forjado
no calor da alma, onde marcou o espírito da família
pelos sentimentos de liberdade, justiça e cidadania
!
Esse título de nobreza não é transferida
de pai para filho através de legado ou testamento,
não é um direito adquirido. Essa nobreza precisa
ser incessantemente merecida, como forma de manter viva
a memória de nossos antepassados.
Outra característica da família é a
eterna insatisfação com as dificuldades do
meio que nos cerca, e assim, batalhamos com afinco e dignidade
para melhorarmos a situação, mesmo que isto
implique em graves conseqüências, em última
instância, até mesmo a mudança do lugar
onde vivemos. Prova disto, é que podemos encontrar
um Resende em quase todas as cidades brasileiras.
O lado triste desta migração, é que
ficamos dispersos, e com o passar dos anos, décadas,
gerações depois, perdemos o contato com nossas
origens, e com isto, primos tornam-se estranhos, entretanto,
aquelas características intrínsecas da família,
faz que todos nós sejamos sempre identificados pela
sociedade como exemplos de uma vida digna e honrada, pois,
um verdadeiro Resende jamais desmerecerá sua família
e seus antepassados, cujos os laços mantém
viva a memória daqueles que nos deram muito mais
que um nome ou um título de nobreza.
À título ilustrativo, trazemos abaixo uma
série de Brasões de Armas concedidos à
outros membros da família Resende, bem como, de cidades
do mesmo nome.
Primeiro, temos o brasão da cidade
de Resende, em Portugal, o qual é assim descrito
pela leitura herádica.

Armas: Escudo de prata com seis faixetas onduladas de azul,
carregado de um escudo de prata com uma cruz latina de azul,
firmada no chefe, na ponta e nos flancos. O escudo apresenta
uma bordadura de azul, carregada de quatro estrelas de oito
pontas de ouro, acantonadas no chefe e na ponta. Coroa mural
de prata de quatro torres. Listel branco, com os dizeres:
"RESENDE", de negro.
As quatro estrelas representam as armas do brasão
da linhagem de Egas Moniz, que foi senhor das terras de
Resende, e junto da vila atual teve o seu Paço Senhorial.
O Escudo de prata com cruz de azul é o do primeiro
rei de Portugal - D. Afonso Henriques, que tem a sua infância
muito ligada a Resende.
As faixetas ondadas de prata e azul representam os diversos
rios e ribeiros que cortam o concelho em todos os sentidos,
tornando-o uma das terras mais férteis e aprazíveis
de Portugal, nomeadamente: o Douro, o Bestança, o
Corvo (também chamado Carcavelos) e o Cabrum.
O Brasão do município de
Resende, estado do Rio de Janeiro, foi criado em 1955. Seu
desenho, de acordo com o texto da Resolução,
tem as seguintes características e simbologia:
Na parte superior do brasão há
um escudo portugues. É composto pelo desenho de uma
montanha com um céu azul ao fundo.
Na parte superior externa o Brasão possui uma coroa
mural que tem à direita um ramo de café frutado
e à esquerda um galho de cana em cor natural. Já
sob o escudo, há uma faixa com letras pretas formando
a palavra Resende, ladeada pelas datas 29/09/1801 e 13/07/1848.
A cor azul representa o céu sempre límpido
e o clima ameno do município. As montanhas, em sua
cor natural, lembram as Agulhas Negras, acidente geográfico
destacado na paisagem da cidade.
O verde representa a fertilidade dos campos, base da economia
de Resende, e a faixa ondeada de prata simboliza o lendário
rio Paraíba do Sul que atravessa e banha todo o município.
Já o castelo de púrpura simboliza a Academia
militar das Agulhas Negras e os ramos de cana e café
frutado, põem em relevo e destaque os principais
produtos de sua agricultura.
A coroa mural é o símbolo da independência
política do município, sendo que a faixa com
a palavra Resende e suas datas históricas (29 de
setembro de 1801 - fundação da Vila por ato
do 13º Vice Rei e 2º Conde de Resende, general
José Luis de Castro, e 13 de julho de 1848 - elevação
à categoria de Cidade) individualiza o Brasão
como pertencente a este município.

O Escudo de Estevão Ribeiro de Resende, foi outorgado
em 1848 pelo Imperador D. Pedro II quando lhe agraciou com
o título do Marquês de Valença.
Estevão Ribeiro de Rezende nasceu
em 20 de julho de 1777, na fazenda da “Cachoeira”,
no ermo de S. João d’El-Rei, da comarca do
Rio das Mortes, na província de Minas Gerais. Era
filho do coronel Severino Ribeiro e de Josefa Maria de Resende,
ela era filha de João Resende Costa e Helena Maria
de Jesus que deram origem à toda a família
Resende no Brasil.
Estas armas, que estão no Brasão
do marquês de Valença com diferença,
no período imperial foram usadas para os Brasões
de diversas pessoas de nome Ribeiro, isto porque o Armorial
que orientava os Reis-de-Armas no Brasil era o "Nobiliarchia
Portuguesa" editado em 1676, di Villas Boas e Sampayo,
no qual se diz que "Ribeiros, & Ribeiras parece
que tudo he hum", embora logo no item seguinte apresente
as armas de Ribeiro diferentes, com outra origem.
Comprovando que os brasões concedidos
pelo império brasileiro não era transferidos
aos descendentes, temos abaixo o brasão de armas
do filho do Marques de Valença – Geraldo Ribeiro
de Rezende.

O escudo de Geraldo Ribeiro de Souza Rezende foi-lhe agraciado
com o título de Barão de Iporanga (Dec 19.01.1889),
título este trocado (Dec 19.06.1889) para Barão
de Geraldo de Rezende, de origem antroponímica, pois
foi tirado do próprio nome do titular.
O Barão Geraldo Rezende era Integrante
de um dos mais poderosos grupos mineiros, de abastados proprietários
rurais, membros da chamada "aristocracia rural cafeeira"
(filho do marques de Valença, senador Estevão
Ribeiro de Rezende e da marquesa sua mulher D.Ilidia Mafalda
de Souza Rezende, e ainda neto do patriarca da família
Ribeiro - Coronel Severiano Ribeiro o qual era casado com
Josefa Maria de Rezende, esta última, filha de João
Rezende Costa e de Helena Maria de Jesus que deram origem
a grande família Resende do Brasil) Nasceu em 19.04.1847
e foi batizado a 11 de novembro ( 2º assento, Livro
5 de batizados, Freguesia de Sant´Ana, fl. 254) no
Rio de Janeiro. Era um dos Maiores fazendeiros de Campinas/SP,
sendo sua Fazenda citada como modelo de cultura adiantada.
Era Comendador Geral da I.Ordem de Cristo e Moço
Fidalgo com exercício da Casa Imperial.
Em 1876 residia no Rio-RJ, na Rua dos Inválidos 10,
Centro. Deixou geração de seu casamento, a
20.06.1876 com sua prima Maria Amélia Barbosa de
Oliveira, filha do Conselheiro Albino José Barbosa
de Oliveira e de Izabel Augusta de Souza Queiroz, nascida
a 10.02.1853 no Rio de Janeiro-RJ e falecida a 16.07.1902,
na Fazenda Santa Genebra, em Campinas-SP.

Em Portugal ainda existe o brasão
de armas, com escudo em campo de ouro, com duas cabras de
negro, gotadas do campo e passantes uma sobre a outra, no
timbre: uma cabra do escudo (Armando de Mattos - Brasonário
de Portugal, II, 97). Século XVII, o qual foi concedido
ao 1º visconde com grandeza de Rezende – Antônio
Telles da Silva Caminha e Menezes que nasceu em Torres Vedras,
Portugal a 22 de Setembro de 1790 e faleceu em Lisboa em
8 de Abril de 1875. Era filho de Fernando Telles da Silva
Caminha e Menezes, 3º marques de Alegrete, 11º
de Penalva e 7º conde de Tarouca, e de sua mulher D.
Joana de Almeida filha dos 2º marqueses de LAVRADIO
e 5º condes de Avintesem Portugal. Aderiu a Independência
do Brasil e serviu como Ministro em Viena em missão
especial em 1824, em Paris em 1828 e na Rússia em
1830. Era Grande do Império, Gentil-Homem da Câmara
d’El Rei D. João VI e do Sr. D. Pedro I, Mordomo-Mór
e Veador de S.M. a Imperatriz viúva ,duquesa da Bragança,
Sócio da Academia de Ciências de Lisboa, Grã-Cruz
da I. Ordem da Rosa, da R .Ordem de Cristo de Portugal,
da Ordem Militar da Torres e Espada, da Coroa de Ferro da
Áustria, da Ordem N.S. de Vila Viçosa. Era
Cavaleiro da Ordem de Malta. Saliente-se que este escudo
advém da família de George de Rezende.
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