| JOÃO
DE REZENDE COSTA E HELENA MARIA DE JESUS
(A Família Reszende – de Portugal para o Brasil)
Segundo a Genealogista Adriana Fernandes de Rezende, o
uso do sobrenome Resende surgiu por volta do ano de 1030,
quando Dom Rosendo Hermigiz, bisneto do 6º Rei de Leão,
Dom Ramiro II (falecido no ano de 950), se estabelece em
Beira Alta, Portugal, nas terras que recebeu do Rei Dom
Fernando Magno, por tê-las conquistado dos Mouros.
É o primeiro senhor cristão a povoar a região,
que recebe seu nome (Rosendo), fundando aí a casa
e a quinta do “Paço”, que deu lugar ao
povoado. O primeiro a utilizar a forma Resende como apelido,
tomando-o do nome do lugar de que era senhor, foi Dom Martim
Afonso de Bayão, o de “Resende”, também
descendente do Rei Ramiro II. Um de seus descendentes recebeu
o Brasão da família.
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A Família Resende é uma das
mais ilustres e antigas de Portugal e a região de
Resende, em Beira Alta, situa-se a 6 km de Lamego e a 315
de Lisboa, segundo a tradição apoiada por
Pinto Leal, autor de “Portugal Antigo e Moderno”.

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Como a origem do sobrenome é portuguesa,
a grafia correta é com “S”, mas aqui
no Brasil é grafado também com “Z”,
sem que isso signifique família diferente. É,
pois, uma questão mais de registro em Cartório.
Por volta de 1720, João de Rezende Costa, que residia
na Ilha de Santa Maria, Freguezia de Nossa Senhora das Angústias,
Arquipélago dos Açores, foi informado que
Portugal estava tentando conseguir povoadores para colonizar
o Brasil, pois estava sentindo-se ameaçado pela Espanha,
que polemizava a respeito das terras ao Sul do Brasil. E,
para isso, estava arrebanhando voluntários, principalmente
nas Ilhas dos Açores, já excessivamente povoadas.
Com a recente morte de seus pais, e não vislumbrando
chances de se desenvolver lá, pois os bens deixados
por eles seriam insuficientes para si e um irmão
casado, decidiu vir para o Brasil.
Segundo a autora do livro “Engenho Velho dos Cataguás”,
Climéia Rezende Jafet, que romanceia admiravelmente
a epopéia de nossa família, uma embarcação
partiu rumo ao Brasil, juntando gente de Pico, Fayal e Santa
Maria, e nela estavam João e Diogo Garcia, entre
muitos outros. Depois de dois meses de viagem, ambos decidiram
que iriam para a Comarca do Rio das Mortes, nos sertões
de Cataguases.
Desembarcaram no Rio de Janeiro e tomaram o Caminho Novo,
atravessaram serras e transpuseram a Mantiqueira. Diogo
Garcia estabeleceu-se em um sítio na Freguesia de
Nossa Senhora do Pilar (hoje São João Del
Rei/MG) e João de Rezende Costa estabeleceu-se na
Freguezia de Prados, no território da então
Capela de Santo Antônio de Lagoa Dourada – hoje
município de Lagoa Dourada que, em 30/08/1911,emancipou-se
do de Prados/MG.
Por essa época, faleceu nos Açores, na Ilha
de Fayal, vítima de um acidente em pesca de baleias,
o amigo de Diogo Garcia, Manuel Gonçalves Correia,
o “Burgão”, deixando viúva Maria
Nunes.
A viúva e suas três filhas, hoje popularmente
chamadas de “As Três Ilhoas”, por influência
do amigo Diogo, decidiram vir para o Brasil, e especificamente
para as Minas Gerais. E Diogo, ainda muito triste com a
morte do amigo, é quem foi ao Rio de Janeiro para
receber a família e ciceroneá-la até
à região onde estava instalado.
Segundo o pesquisador Dauro José Buzatti, em sua
obra “Antigos Povoados de Minas nos Campos das Vertentes”,
ali chegaram por volta de 1723. Uma delas, Antônia
da Graça, já era casada com Manuel Gonçalves
da Fonseca.
A segunda, Júlia Maria da Caridade, casou-se, em
29/06/1724, com Diogo Garcia, e a caçula, Helena
Maria de Jesus, morava com esse casal. Foi quando João
começou a prestar atenção na menina.
Nas visitas ao amigo Diogo, falava da fazenda que crescia
e do nome que lhe daria - “Engenho Velho dos Cataguás”
- construída por volta de 1723.
Em seu romance acima citado, Climéia narra que um
dia Helena Maria venceu a timidez e perguntou a João
o porquê do nome, ao que ele respondeu que havia encontrado,
nas terras que comprara e cultivava, duas pedras encaixadas
sobre uma maior que tinha a forma de cuia e que imaginou
ser um moinho ou engenho para fazer farinha de milho ou
de mandioca. Por isso o nome da Fazenda.
Helena começou a admirar aquele homem tão
sensível que não se envergonhava disso. Pouco
a pouco seu interesse foi crescendo, ao ver a vontade e
o vigor com que ele se atirava ao trabalho, ao cultivo da
sua terra. E ele, sem notar de imediato, apegava-se à
moça loura, cujos olhos verdes lhe passavam doce
mensagem de apreço.
E, numa manhã ensolarada, de 03 de outubro de 1726,
casavam – se João e Helena, conforme esta certidão:
“Aos 03 dias do mês de outubro de 1726, feitas
as denunciações na forma do sagrado concílio
Tridentino e não resultando impedimento algum, de
manhã, nesta Freguezia Matriz de Nossa Senhora da
Conceição dos Prados, em minha presença
se receberam com palavras de presente procedendo provisão
do reverendo vigário da Vara da comarca, João
de Rezende Costa, filho legítimo de Manuel de Rezende
e de sua mulher , Anna da Costa, já defuntos, natural
da Ilha de Santa Maria, batizado na Freguezia de Assunção,
bispado da dita Ilha, com Elena Maria de Jesus, filha legítima
de Manuel Gonçalves e de sua mulher Maria Nunes,
naturais da Ilha de Faial, batizada na Freguezia de nossa
Senhora das Angústias da mesma Ilha. Foram testemunhas
o Capitão - Mor, Manoel Gonçalves Viana, Miguel
da Costa Pereira , Maria da Assunção e Júlia
Maria da Caridade, todos moradores nesta dita freguezia,
e logo lhes dei as bênçãos conforme
os ritos e serimônias da santa Madre Igreja de que
tudo fiz este termo que por verdade assinei dito dia, mês
e era ut supra. O vigário José Pacheco Pereira
de Vasconcelos”.
Portanto, em 3 de outubro de 1726, surgia a família
Rezende no Brasil e adotou a hoje cidade de Lagoa Dourada/MG
como seu berço. E dali ela espalhou para todos os
quadrantes do Brasil.
Segundo o Genealogista José Guimarães, em
sua obra “As Três Ilhoas”, João
de Rezende Costa e Helena Maria de Jesus tiveram, pelo menos,
os quinze filhos seguintes:
1. Padre João de Rezende Costa foi o primeiro Reszende
nascido no Brasil, e, como forma de abençoar toda
a família, tornou-se vigário na Matriz de
Nossa Senhora da Conceição de Prados, onde
haviam se casado seus pais ;
2. Maria Helena de Jesus - casou - se com o português
José Antônio da Silva e moravam na Fazenda
Engenho Velho dos Cataguás, em Lagoa Dourada/MG;
3. José de Rezende Costa - o Inconfidente pai -
casou-se com a açoriana Anna Alves Pretto e moravam
na Fazenda Campos Gerais, em Lages (hoje Resende Costa);
4. Antônio Nunes de Rezende - casou-se com Maria
Pedrosa de Morais e moravam na Fazenda Paiol Queimado, hoje
Resende Costa;
5. Julião;
6. Ana Maria de São Joaquim - casou - se com o português
Manoel da Motta Botelho, sem referência sobre onde
moravam, mas com filhos e netos morando em Miraí
e em Brumado (hoje Entre Rios de Minas);
7. Manoel da Costa Rezende - casou-se com Anna Felipa Ferreira,
sem referência quanto ao local de residência,
mas há registro de filhos e netos seus em Andrelândia,
Pouso Alegre, Campanha e Brasópolis;
8. Padre Gabriel da Costa Rezende foi vigário em
Aiuruoca/MG;
9. Helena Maria de Rezende - casou-se com o português
Miguel de Souza Ferreira, sem referência quanto ao
local onde moravam, mas com filhos e netos em Borda do Campo,
Lavras, Perdões, Monte Santo e Queluz ( hoje Conselheiro
Lafaiete/MG);
10. Thereza Maria de Jesus - casou-se com o português
Caetano Gomes Figueira e moraram na Fazenda Figueira, em
Lagoa Dourada, e com filhos e netos em Brumado ( hoje Entre
Rios de Minas), Resende Costa, Queluz ( Conselheiro Lafaiete),
Juiz de fora, Nova Rezende e Uberabinha (hoje Uberlândia/MG);
11. Josepha Maria de Rezende - casou-se com o português
Severino Ribeiro e moravam na Fazenda da Cachoeira, em Lagoa
Dourada;
12. Julião da Costa Rezende - casou-se com Anna
Gonçalves de Moura e o casal morou em Aiuruoca/MG,
havendo registro de filhos seus em Pidamonhangaba/SP;
13. Gonçalo;
14. Joaquim José de Rezende - faleceu solteiro;
15. Anna Joaquina de Rezende - casou-se com o português
Joaquim Ferreira da Silva e moravam na Fazenda da Ressaca,
em Lagoa Dourada.
A família Reszende (com S ou com Z, não
importa) contribuiu e continua contribuindo decisivamente
para o desenvolvimento do Brasil, através de atividades
urbanas e rurais. São muitas as personalidades ilustres
desta família que ajudaram a construir o Brasil,
fundando cidades e sonhando com um país melhor para
seus descendentes, colocando em prática o lema idealizado
pelo nosso patriarca João de Rezende Costa: HONESTIDADE,
TRABALHO e FÉ.
Texto compilado de: Antônio Egg Resende
OS
RESZENDES DE MATO GROSSO DO SUL
Os
primeiros Reszendes que chegarm na região de Mato
Grosso do Sul, foram os filhos de Antônio Lino de
Rezende (ná epóca já falecido) e de
Candida Maria de Jesus (Candinha), juntamento com o padrasto
José Luis Ferreira, isto nos idos de 1871, originados
da região do Rio das Velhas, no Trinagulo Mineiro,
os quais se radicaram na região de Terenos/MS, adquirindo
vastas propriedades rurais (Faz. Correira), sendo eles:
1-
Joaquim Avelino de Rezende;
2-
Honostório Candido de Rezende;
3-
José Cândido de Rezende;
4-
Ana Cândida de Rezende;
5-
Lina Cândida de Rezende;
6-
Manoel Cândido de Rezende;
7-
João Cândido de Rezende;
8-
Antônio Candido de Rezende
Após
esta primeira leva de Rezendes, chegaram então outros
irmãos e primos de Antônio Lino de Rezende,
isto nos idos de 1875, todos trazidos pela esperança
de adquirirem amplas propiedades de terra devolutas, conforme
divulgado após o fim da Gerra do Paraguay, os quais
se radicaram na Região de Anhanduy, próximos
à vila de Campo Grande, sendo eles:
1-
João Lino Rezende, (Faz. Estiva);
2-
Manoel Lino de Rezende (Faz. Alagoas);
3-
José Lino de Rezende (Faz. Campanha);
4-
Francisco Lino de Rezende (Faz. Três Barras);
4-
Caetano Marcelino de Rezende (Faz. Salto);
5-
Francisco Marcelino de Rezende (Faz. Esperança);
CONSULTA GENEALOGIA
Caso deseje fazer uma pesquisa de sua familia,
a vossa, entre em contacto com
Genealogia
(Sr. Ricardo Rezende)
email:
genealogia@familiaresende.org.br
Referências
bibliográficas:
Engenho Velho dos Cataguás, de Climéia
Rezende Jafet;
Genealogia Mineira, Vol lll, de Arthur Vieira de Rezende
Silva;
Antigos Povoados de Minas nos Campos das Vertentes, de Dauro
José Buzatti;
De Lagoa Dourada, de José Campos de Resende;
Anotações
diversas de autoria do Dr. Aurélio Resende e sua
esposa Maria da Conceição de Rezende
Anotações
diversas de Antônio Egg de Rezende, além de
diversos textos extraídos do Site administrado por
Adriana Fernandes de Resende - www.souresendeuai.com.br
Anotações
diversas da escritora Agda Resende de Padua Guimarães,
autora do livro "Os Rezende em Mato Grosso do Sul"
Ed. UFMS, 1999.
Genealogia
da Família Reszende – de Adriana Fernandes
de Rezende;
Engenho Velho dos Cataguás – de Climéia
Rezende Jafet;
Genealogia Mineira, Vol lll – de Arthur Vieira de
Rezende Silva;
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